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quinta-feira, 4 de julho de 2013

TEXTO REFLEXIVO EM GRUPO


A tarefa da escola não é apenas corrigir qual o certo e qual o errado, mas tentar estudar e explicar porque certas estruturas são consideradas erradas e porque outras são consideradas certas.
Muitas vezes os professores dão mais mérito aos alunos que aprendem mais fácil os conteúdos aplicados, do que os alunos que tem uma escrita incorreta, o certo e o errado dependem muito da região onde a língua é falada, o resto é a grafia incorreta.
Quando a escola elege que “Nós vamos” é o correto, e o aluno usa “Nóis Vai” em uma avaliação, por exemplo, ele será cobrado pelo padrão escolar. Mas ele estará errado não é porque utilizou “Nois vai”, é porque ele não usou o padrão escolar. É aí que reside a diferença entre o errado e o inadequado. O inadequado é quando o aluno tem consciência que já aprendeu que, naquele contexto, o uso é aquele e, no entanto, ele não usou o que foi ensinado para ele. O que é diferente de quando você diz que não se pode falar “Nois vai”, porque isso cria um silenciamento cultural e linguístico. É como se a escola dissesse para o aluno: eu só vou lhe escutar quando você disser: “Nós vamos”, porque “Nois vai” não é correto. Ideologicamente é um silenciamento: não me conte a sua história, não me conte quem você é, o que você faz. Assim, a escola apaga a oportunidade de conhecer o aluno e a sua história.
Segundo CAGLIARI

“No processo de alfabetização, a leitura precede a escrita. Na verdade, a escrita nem precisa ser ensinada se a pessoa souber ler. Para escrever, uma pessoa precisa, apenas, reproduzir graficamente o conhecimento que tem de leitura. Por outro lado, se uma pessoa não souber ler, o ato de escrever será simples cópia, sem significado.”

domingo, 23 de junho de 2013

Reflexão sobre Avaliar na Alfabetização

   Como alfabetizadores precisamos ter clareza das capacidades linguísticas que pretendemos desenvolver em nossos alunos, no período inicial de alfabetização, para que tenhamos condições de conquistar melhorias na qualidade de ensino nos processos de alfabetização e letramento.
     Avaliar a aprendizagem do aluno é também avaliar a intervenção do professor, já que o ensino deve ser planejado e replanejado em função das aprendizagens conquistadas ou não (WEISZ, 2001).
Também, não podemos desconsiderar os estudos abordados pelas teorias de aprendizagem - integradas nos conceitos de avaliação – com seus fundamentos buscados nos estudos psicológicos.
      As discussões sobre alfabetização nos últimos  anos deslocou as investigações do “como se aprende” para o “como se ensina”, oferecendo, aos professores, estudos psicolinguísticos contendo explicações sobre o aparecimento de mudanças e transformações qualitativas que surgem no processo de desenvolvimento intelectual das crianças, bem definidos nos estudos de Ferreiro & Teberosky (1985), bem como subsídios para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico mais significativo, em conformidade com as peculiaridades dos seus alunos.
     A aprendizagem do sistema de escrita – alfabetização - não é mais definida como um simples ato de correspondência e memorização entre grafemas e fonemas (codificação e decodificação), mas como um processo ativo em que acriança reconstrói hipóteses sobre a sua natureza.


Referencias Bibliográficas:

FERREIRO, Emília; TEBERROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.