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sexta-feira, 5 de julho de 2013

TEXTO REFLEXIVO EM GRUPO




Quando a criança inicia na escola ela já leva consigo uma bagagem social, cultural e econômica. É comum encontrarmos crianças na mesma turma que já falam o dialeto da escola e crianças que tem um dialeto diferenciado e também é comum encontrarmos algumas variações linguísticas. Essas variações geralmente são vistas apenas como uma questão gramatical, de certo ou errado. Para Cagliari

Os dialetos de uma língua são como que línguas específicas, com sua gramatica e usos próprios, todavia muito semelhantes entre si. [...] o uso linguístico dialetal não é por si errado, é apenas diferente do uso de um outro dialeto. Dentro de um dialeto também existe o certo e o errado, linguisticamente. (1998, p. 36)


É importante que o professor conheça bem seus alunos, suas necessidades para planejar as aulas da melhor maneira possível, visando mostrar a questão do dialeto, da gramatica sim, porém, deve-se ter muito cuidado ao se trabalhar essas questões do certo e do errado para não taxar o aluno de burro e incapaz, cuidado inclusive nos métodos avaliativos.
Cagliari também aponta a valorização indevida que se dá a escrita sendo considerada lógica, clara e explicita ao ponto que a falada é considerada o inverso da escrita. Ambas têm suas funcionalidades e caminham juntas. Uma criança que fala errado tende a escrever da maneira que fala, mas não quer dizer que ela não seja letrada. Ao mesmo tempo em que uma criança alfabetizada, que fala e escreve corretamente pode não ter o mesmo conhecimento de mundo que a primeira.
Cagliari propõe então que ao invés de ensinar o português com regras de uma gramatica normativa, se ensine uma gramatica descritiva. Essa proposta se resume em uma descrição de como a língua funciona e seus usos, aspectos ou níveis - fonético, fonológico, semântico, etc. (1998, p. 39).
Ensinar diante de tantas diversidades não é uma tarefa fácil, requer muito estudo, reflexão critica e bom senso sobre o certo e o errado.


 REFERÊNCIA


CAGLIARI, Luis Carlos. Alfabetização & Linguística. 10.ed. São Paulo:Scipione,1998.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

REFLEXÃO SOBRE AVALIAR NA ALFABETIZAÇÃO

O processo de alfabetização é longo, de insistências, e muito trabalho. As crianças quando alcançam em media 6 a 7 anos anseiam aprender a ler e a escrever. Quando já conseguem escrever seus nomes por exemplos já lhe é de grande orgulho e conquista.          
Estudiosos afirmavam que alfabetização e letramento eram coisas que andavam separadas, hoje podemos ver que não há como alfabetizar se não for “letrando”. A alfabetização é ensinar a ler e escrever o que no “papel” juntamente com o letramento, ensinar a ler e escrever o mundo, tornando o aluno o escritor de seus conhecimentos, saber ler e escrever não basta, o aluno precisa saber interpretar com argumentos cítricos positivos ou negativos.
“A compreensão geral do mundo da escrita é tanto um fator que favorece o progresso da alfabetização dos alunos como uma consequência da aprendizagem da língua escrita na escola. Por isso é um dos eixos a serem trabalhados desde os primeiros momentos do percurso de alfabetização. Isso significa promover simultaneamente a alfabetização e o letramento.” (Pró- Letramento, Brasília, 2008, p.19).
Outro ponto de discussão são os métodos de avaliação. Como um professor devem avaliar seus alunos, com provas, textos, trabalhos?
São métodos reconhecidos e conceituados pelas didáticas escolares, porém antes de um professor avaliar seu aluno ele precisa se auto avaliar e é neste aspecto que ocorrem os grandes erros e decepções. Um professor bem avaliado terá sucesso em avaliar seus alunos, já um professor que não admite ser avaliado, não saberá avaliar de forma justa, coerente, e crítica seus alunos.
O foco de uma avaliação são os alunos, e os alunos são seres humanos, chego aqui a um ponto principal cada ser humano tem uma característica, dificuldade, experiências, conhecimentos, ou seja, cada ser humano, o aluno, carrega consigo uma bagagem. Então depois desta análise, como eu professor, vou aplicar uma suposta “prova” para uma classe inteira de mais ou menos 30 alunos?
Obviamente o professor precisa ser coerente e saber que regras, conceitos, passados pelos regimentos da escola deveram ser seguidos, porém ao fechar a porta de sua sala de aula, a classe é sua, e existem milhões de métodos avaliativos até chegar no “terror das provar”. Muitas crianças desistem de si mesmas por decepções avaliativas. Há casos, mesmo em Joinville, de crianças que se suicidaram por conta de um professor, de uma avaliação incoerente. Por isso pretendo seguir minha carreira como educanda de forma em que em primeiro lugar o alvo avaliativo sou eu e depois meus alunos.