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quinta-feira, 4 de julho de 2013

TEXTO REFLEXIVO EM GRUPO


A tarefa da escola não é apenas corrigir qual o certo e qual o errado, mas tentar estudar e explicar porque certas estruturas são consideradas erradas e porque outras são consideradas certas.
Muitas vezes os professores dão mais mérito aos alunos que aprendem mais fácil os conteúdos aplicados, do que os alunos que tem uma escrita incorreta, o certo e o errado dependem muito da região onde a língua é falada, o resto é a grafia incorreta.
Quando a escola elege que “Nós vamos” é o correto, e o aluno usa “Nóis Vai” em uma avaliação, por exemplo, ele será cobrado pelo padrão escolar. Mas ele estará errado não é porque utilizou “Nois vai”, é porque ele não usou o padrão escolar. É aí que reside a diferença entre o errado e o inadequado. O inadequado é quando o aluno tem consciência que já aprendeu que, naquele contexto, o uso é aquele e, no entanto, ele não usou o que foi ensinado para ele. O que é diferente de quando você diz que não se pode falar “Nois vai”, porque isso cria um silenciamento cultural e linguístico. É como se a escola dissesse para o aluno: eu só vou lhe escutar quando você disser: “Nós vamos”, porque “Nois vai” não é correto. Ideologicamente é um silenciamento: não me conte a sua história, não me conte quem você é, o que você faz. Assim, a escola apaga a oportunidade de conhecer o aluno e a sua história.
Segundo CAGLIARI

“No processo de alfabetização, a leitura precede a escrita. Na verdade, a escrita nem precisa ser ensinada se a pessoa souber ler. Para escrever, uma pessoa precisa, apenas, reproduzir graficamente o conhecimento que tem de leitura. Por outro lado, se uma pessoa não souber ler, o ato de escrever será simples cópia, sem significado.”

quinta-feira, 20 de junho de 2013

REFLEXÃO SOBRE AVALIAR NA ALFABETIZAÇÃO

        A fase de alfabetização é um momento muito marcante na vida da criança, pois muitas tem aquela ansiedade de aprender a ler, escrever e claro no mesmo momento que estão no processo, o professor deve estar atento a cada aluno, para avaliar de forma correta.
        A avaliação exige do professor observação, qualidade de planejamento, clareza de objetivos, entre outros fatores que podem auxiliar o resultado final de aprendizagem de cada aluno. Tudo que o aluno produz, desde atividades, palavras, frases, textos, leitura oral, entre outros recursos, são instrumentos de avaliação, o qual o professor deve acompanhar, se estão conseguindo atingir aqueles objetivos que foram propostos no planejamento. Para Hoffmann (2005,p.119),“[...] é necessária a elaboração de instrumentos de avaliação confiáveis para um acompanhamento também confiável”. Ao perceber que os alunos não estão avançando, o planejamento deve ser repensado, e o professor deve interferir com outros métodos, porque cada criança tem seu ritmo, sua forma diferente de aprender. Ao intervir no processo, o professor deve ter o cuidado da forma que vai falar, sendo afetivo, para que as crianças não se sintam prejudicadas, podendo ocasionar um trauma, gerando um bloqueio na aprendizagem, já que este período é o que fica marcado na memória da criança. A avaliação no nosso ensino é gerado por notas, particularmente não acho que seja a forma correta, valendo mesmo é o aprendizado, se ele consegue avançar nos objetivos, por isso o professor deve ser competente, podendo fazer um excelente trabalho de alfabetização, conseguindo também  auto avaliar-se, reconhecendo suas falhas e atitudes, podendo trazer mudanças como professor alfabetizador. Importante é os pais terem um feedback da evolução do processo, pois é fundamental a participação deles, demonstrando confiança e incentivo para seus filhos.
         Sendo um processo contínuo, a avaliação faz parte do ensino e  todo cuidado é pouco, para não prejudicar, julgar ou excluir alguém, uma grande responsabilidade nas mãos do professor alfabetizador.
 
 
 
HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 7. Ed. Porto Alegre: Mediação, 1993.